domingo, 3 de junho de 2012


Primeiro vídeo do blog Habeas Bocas. Aqui falamos do caos no sistema de transportes do Rio de Janeiro, principalmente nos horários de pico. Entrevistamos várias pessoas que utilizam ônibus e metrô diariamente, e constatamos sua insatisfação.

Por fim, apresentamos nossa proposta para desafogar o trânsito na cidade.

Vale, ainda, deixar claro que, sempre estamos abertos ao diálogo e se você discorda de algo que fizemos e falamos, sinta-se à vontade para criticar.

Curta o vídeo abaixo. E se quiser envie-nos algum material seu. Estaremos publicando em nosso blog.




terça-feira, 3 de abril de 2012

Qual é a relação custo x benefício do metrô no Brasil?

Embora tenha preços próximos ao dos europeus, o metrô brasileiro oferece bem menos linhas e estações e possui índices de habitantes por km muito superiores aos do velho continente. É o que mostra um levantamento feito pelo professor Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios.

O bilhete unitário dos metrôs de São Paulo e Rio de Janeiro custam, respectivamente, 3 reais e 3,10 reais, quase o triplo da mesma passagem no metrô de Buenos Aires, que sai por 1,05 real (valor convertido pela cotação de 14/03).

O valor está mais próximo dos preços praticados em cidades como Madrid (a partir de 3,45 reais por viagem) e Paris (4,03 reais por viagem).

“O metrô brasileiro é mais caro que o de outras cidades latino-americanas, mas colocando em paridade do poder de compra, os preços até estão parecidos. O problema é que a extensão é pequena em relação à demanda”, explica Leite. “Se mantivéssemos a tarifa, mas dobrássemos o tamanho da rede, a relação custo benefício seria melhor”, ele acrescenta.

Com 74,3 km de rede, o metrô de São Paulo tem quase um terço da extensão do de Paris (211 km) e um quarto da de Madri (283 quilômetros). Se comparado ao de Londres (415 km), o metrô de São Paulo tem um quinto do tamanho.

Com uma população consideravelmente superior a dessas cidades, o resultado é que o metrô de São Paulo é muito mais lotado. Na cidade, há 269 mil pessoas para cada quilômetro de metrô construído – cinco vezes mais que em Paris (57 mil pessoas/km), oito vezes mais que em Londres (31 mil pessoas/km) e doze vezes mais que o de Madri (21 mil pessoas/km).

O mesmo vale para o metrô do Rio de Janeiro. Com apenas 46,3 km de extensão, ele é metade do metrô de Santiago (94,2 km) – embora a capital fluminense tenha quase o dobro da população. O metrô carioca tem um nono do tamanho do de Nova York (398 km) e um quarto do de Tóquio (195 km). Em contrapartida, a taxa de habitantes por quilômetro de metrô na cidade é de 260 mil, contra 50 mil e 164 mil, respectivamente.

Câmara quer interrogar vereadora que questionou contrato com a Locanty

As suspeitas levantadas pela vereadora Teresa Bergher (PSDB) sobre contratos da Câmara com a empresa Locanty, em entrevista ao RJTV, provocaram reação entre os próprios vereadores. Mas não para investigar a denúncia, e sim a vereadora. Ela poderá ser a primeira representante da Casa a ser ouvida pelo Conselho de Ética.
A Locanty é uma das quatro empresas mostradas na reportagem do Fantástico, que mostrava a fraude nas licitações para a prestação de serviço em hospitais.
Quatro vereadores, que integravam a mesa diretora na época da contratação, encaminharam ao Conselho de Ética da Câmara um processo contra Teresa Bergher, que é presidente do Conselho de Ética da Câmara.
“Estamos pedindo primeiro que ela se afaste. Se errei, se os outros erraram, vamos ser punidos. Mas se acertamos, se foi tudo certo, estou pedindo que a vereadora se retrate”, disse Aloísio Freitas (PSD), que integrou a mesa diretora.
A vereadora decidiu analisar os contratos com a Locanty por considerar ruim a limpeza da Câmara de Vereadores, de responsabilidade da empresa. A vereadora suspeita que a Locanty possa ter recebido duas vezes para prestar o mesmo serviço, entre outubro e dezembro de 2007, período em que acumulou dois contratos com a Câmara.
 “Eu não pretendo deixar o Conselho. E o que eu quis, na verdade, foi  transparência, foi zelar pelo que é público”, falou a vereadora.
Teresa Bergher terá que convocar uma reunião e dependendo da decisão dos integrantes poderá ser a primeira vereadora a prestar depoimento ao Conselho Ética, criado há três anos para analisar o comportamento dos vereadores.

Fonte: G1